Brasília - No loteamento dos espaços de poder na Câmara, o megabloco governista - integrado por oito partidos e liderado pelo PT-PMDB -, ficou com o comando de 11 das 20 comissões permanentes da Casa. O PMDB comandará a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), a principal da Casa, por onde passam todos os projetos de lei. O partido que elegeu a maior bancada vai também presidir a Comissão de Educação e a Comissão de Viação e Transportes.
A distribuição das 20 comissões entre as bancadas partidárias foi feita em reunião dos líderes com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Até terça-feira da próxima semana, os líderes partidários indicarão os deputados que deverão ocupar as presidências das comissões.
A distribuição das presidências das comissões e a ordem de escolha são feitas proporcionalmente ao tamanho das bancadas. As maiores escolhem primeiro. A indicação dos nomes, porém, será outra novela. Em sua campanha, aliados de Chinaglia teriam negociado a presidência de comissões com mais de um segmento.
Os petistas vão presidir Finanças e Tributação, Desenvolvimento Urbano e Direitos Humanos. PSDB também terá três presidências: Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Segurança Pública.
De acordo com a tradição, o PFL vai comandar a Agricultura. Também caberá a um pefelista a presidência da Seguridade Social. O PP vai presidir Minas e Energia e a de Fiscalização Financeira e Controle. O PR ficou com a comissão de Desenvolvimento Econômico, o PDT vai presidir a de Relações Exteriores e coube ao PPS, a presidência da comissão de Defesa do Consumidor.
O PTB vai presidir a comissão do Trabalho, o PSB ficou com o Turismo e Desporto e a da Amazônia vai ser comandada pelo PSB ou do PCdoB. O PSC comandará a comissão de Legislação Participativa.

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