A Câmara deve instalar hoje a comissão especial que vai examinar a proposta de emenda constitucional que aumenta e prorroga a alíquota da CPMF. Para isso é preciso quórum de 51 deputados, no mínimo. Ontem, segundo dia da autoconvocação do Congresso, 153 deputados estiveram presentes à sessão. ‘‘A medida é a última do pacote de ajuste fiscal do governo’’, disse o líder do governo, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), negando especulações sobre acordos em relação a outras medidas fiscais exigidas pelo FMI.
Os governistas, com discurso apaziguador, negaram a continuidade de desavenças na disputa por vagas de peso na comissão especial. ‘‘Não há mais nenhuma disputa sobre distribuição de cadeiras’’, afirmou Madeira. ‘‘Foi coisa circunstancial e está tudo superado’’, disse o líder pemedebista Geddel Vieira Lima (BA).
Desde a posse, os aliados disputam as 31 cadeiras na primeira comissão dessa legislatura. O partido com maior bancada, o PFL, com 111 deputados, terá sete cadeiras, sendo a principal a relatoria (Pauderney Avelino/AM); o PSDB e o PMDB, que têm cada um 93 deputados, terão seis cadeiras cada. A presidência coube ao PSDB, com o deputado Márcio Fortes (RJ).

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