Câmara inicia discussão de plano de carreiras
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Em uma votação marcada por vaias, a Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, por 14 votos contra cinco, a admissibilidade do projeto de lei que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do funcionalismo público municipal. Servidores contrários e a favor do plano ocuparam as galerias da Câmara com faixas de protesto.
O racha dos servidores impediu que a votação fosse de consenso, como queriam os vereadores para evitar desgaste político. O projeto agora será enviado para as comissões, mas os vereadores já começaram a costurar a elaboração de substitutivos para tentar beneficiar os descontentes. ''Decidimos, por consenso, propor todas as modificações em um substitutivo único assinado por todos os vereadores até para pressionar o Executivo a discutir'', afirmou o vereador Rubens Canizares (PHS) que votou favoravelmente à admissibilidade.
O cerne da discussão está nas gratificações propostas no plano, com percentuais diferentes para determinados cargos. Procuradores, auditores, fiscais, por exemplo, terão reajustes que chegam a 100%. ''A administração institui esses cargos como carreira de Estado, por terem poder de polícia ou serem estratégicos'', explica a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Marlene Valadão Godoi. Também há discordâncias sobre quem tem direito aos tetos salariais previstos no PCCS para servidores de nível médio. O plano institui um teto intermediário entre o salário de nível superior e o médio atual.
Como o processo de discussão do PCCS promete ser longo, a Câmara já articula a votação de um substitutivo exclusivo para concessão do aumento independente do PCCS. Os vereadores que votaram contra a admissibilidade argumentam que será difícil conseguir negociar os substitutivos com o Executivo. ''Não acredito que aceitando agora poderemos arrumar com substitutivo, teríamos que arrumar tudo agora até para dar tranquilidade ao servidor'', diz o vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB).


