Câmara ganha tempo e não vota cassação
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quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Maurício Borges 
A reunião da Câmara de Vereadores de Arapuã - 140 km ao sul de Apucarana -, teve que ser adiada ontem por falta de segurança. O motivo alegado pelos vereadores foi a realização de uma manifestação paralela de cerca de 150 pessoas do Movimento Dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em frente ao prédio da prefeitura.
Cinco dos nove vereadores presentes solicitaram ao presidente da câmara, João Caetano (PFL) que a sessão fosse adiada para o dia seguinte (hoje), devido ao tumulto criado pelos acampados da Fazenda 7 mil. Munidos de foices e enxadas, os sem terras estenderam duas faixas em frente à prefeitura, manifestando que o MST é a favor de que haja justiça no caso do assassinato do ex-prefeito Hélio Mathias.
Segundo alguns vereadores, apesar de ter deslocado 70 policiais militares para acompanhar a reunião dos vereadores, o capitão José Carlos Xavier, comandante da Companhia da PM em Ivaiporã, disse que, nestas condições, não teria como garantir a segurança na sessão da câmara. O capitão não conseguiu convencer o grupo a deixar o local.
Na sessão de ontem, os vereadores iriam votar pelo recebimento ou não de uma denúncia de dois eleitores do Município, propondo a abertura de processo de cassação do mandato do prefeito José Pereira da Silva (PFL), o Zé Tarugueiro, por irregularidades administrativas.
Outro tema polêmico que os vereadores pretendiam avaliar é a denúncia formulada pelo Ministério Público da Comarca de Arapongas, acusando o prefeito José Pereira da Silva de ser o mandante do assassinato de seu antecessor, o ex-prefeito Hélio Mathias.


