Na próxima semana, uma comissão de três vereadores será formada na Câmara Municipal de Guarapuava para estudar que tipo de punição melhor se aplica ao parlamentar Hamilton Carlos de Lima, o ''Pé de Cana'' (PPB). Ele é acusado de cometer excessos em plenário. No início do mês, o vereador denunciou o assessor legislativo Juarez Campos Ribas por extravio de documentos, o que não foi comprovado por uma sindicância aberta na Casa.

Pé de Cana pode ser advertido verbalmente, por escrito, suspenso por 30 dias ou até mesmo perder o mandato por falta de decoro parlamentar. A expectativa era de que a pena do vereador fosse conhecida já na sessão de terça-feira, quando foi lido requerimento de Ribas, acusando Pé de Cana de ter cometido excessos e pedindo providências à Mesa Executiva da Câmara.

A bancada situacionista, no entanto, achou por bem apresentar outro requerimento, solicitando que a presidência formasse uma comissão para estudar a forma de punição mais adequada ao caso. Os três vereadores que vão compor a comissão terão 30 dias para anunciar o parecer. Se o prazo for cumprido à risca, a penalização pode ficar para o ano que vem, já que o período legislativo se encerra dia 15 de dezembro.

Pé de Cana havia denunciado que documentos anexados a um projeto de sua autoria teriam sumido. Uma comissão foi formada, mas duas semanas depois, concluiu que os papéis não existiam e a denúncia foi arquivada. Na época, segundo integrantes da comissão, a própria testemunha citada pelo vereador pepebista negou que tenha anexado os documentos. O vereador acusado afirmou, quando o caso foi arquivado, que não temia a cassação do mandato, mas que estava preocupado com o que chamava de articulação para calá-lo.

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