O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), fechou ontem com os líderes dos partidos políticos, incluídos os da oposição, o cronograma de votação para este final de legislatura: no próximo dia 4 será retomado o segundo turno da reforma da Previdência, cuja conclusão depende da rejeição de três destaques para voto em separado apresentados pelos partidos de oposição. A reforma tributária deverá ser votada apenas no ano que vem.
‘‘Vamos fazer um esforço para votar a Previdência’’, informou o líder do PSDB na Câmara, deputado Aécio Neves (MG). ‘‘É o que dá para fazer agora’’, acrescentou. Os líderes partidários foram unânimes ao afirmar que o apoio ao ajuste fiscal vai depender de um ‘‘sinal claro’’ de seriedade do governo federal e do teor das medidas. Mesmo os políticos aliados ao Palácio do Planalto mostraram-se refratários ao aumento de impostos e frisaram a importância da reforma tributária. ‘‘Não vamos discutir hipóteses’’, informou o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE). ‘‘É preciso ver a profundidade do ajuste e também discutir a reforma tributária’’, acrescentou. ‘‘Sem a reforma, não adianta fazer ajuste’’.

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