Câmara Federal volta a discutir pacote ético
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segunda-feira, 13 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>De Brasília 
A Câmara Federal terá hoje mais uma tentativa de se avançar na discussão do chamado ''pacote ético''. O colegiado de líderes vai se reunir às 14h30 e ouvir do PT a proposta de ampliar o pacote aos outros poderes.
O líder do partido na Câmara, deputado Walter Pinheiro (BA), explica que a proposta é de que os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos ocupantes de cargo público dos três poderes estejam disponíveis, em função de serem pagos com dinheiro público. Independentemente das propostas, Walter Pinheiro afirma não acreditar em acordo e defende que os projetos do pacote ético sejam debatidos em Plenário, para que fique clara a posição de cada parlamentar.
O vice-líder do governo, deputado Ricardo Barros (PPB-PR), apóia a proposta de ampliar o pacote aos outros poderes. Segundo ele, o sentimento na Casa é de que a votação do pacote deve ser paralela à de outros temas.
Já o presidente nacional interino do PT, deputado federal José Genoíno (SP), criticou ontem a direção da Câmara, que está decidida a investir R$ 8,5 milhões numa campanha publicitária para tentar reverter o desgaste do Legislativo. Para ele, a Casa deve investir na ética, e não na publicidade.
''A melhor alternativa para reverter a imagem da Câmara é a realização de uma reforma ética, colocando votação aberta e reduzindo as férias dos deputados a um mês de recesso'', defendeu Genoíno. Na opinião do presidente interino do PT, a aplicação de R$ 8,5 milhões em publicidade pode ''representar um risco e prejudicar ainda mais a imagem da Câmara e do Senado''.


