Os trabalhos da Câmara Municipal de Londrina em 2003 foram encerrados ontem em clima de festa e de expectativa para o próximo ano, já que 2004 é ano de eleições municipais. O último compromisso dos 21 vereadores foi a votação e aprovação da redação final do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a concessão de 10% de reajuste para o funcionalismo municipal. Antes, porém, os vereadores interromperam a sessão para participar da revelação do amigo oculto. As sessões serão retomadas em 15 de fevereiro do próximo ano.
O presidente da Câmara, vereador Orlando Bonilha, observou que o ano de 2003 foi ''atípico'' para a Casa, ''porque as coisas aconteceram com maior velocidade''. ''A Câmara contribuiu para o crescimento e desenvolvimento de Londrina'', apontou.
Para justificar seu comentário, ele citou algumas matérias importantes que foram apreciadas ao longo do ano, tais como a aprovação do código de ética da Câmara, que deverá ajudar a resolver ''alguns problemas, porque os vereadores terão de ficar mais atentos aos trabalhos da Casa''; o debate sobre a epidemia de dengue que atingiu a cidade no início do ano; as discussões sobre a nova tarifa do tranposte coletivo e a licitação do serviço; a discussão sobre o aumento da criminalidade; o projeto para implantação de um centro de referência para queimados; o debate sobre a possibilidade de municipalização dos sistemas de água e esgoto e a criação do Fórum de Debates do Sistema de Saneamento Municipal; as discussões sobre preços dos combustíveis; a cobrança junto ao governo do Estado para retomada de obras que estavam paralisadas, entre elas a nova unidade do Corpo de Bombeiros na zona sul.
Além disso, o chefe do Legislativo destacou que a Câmara teve participação direta na geração de dois mil novos postos de trabalho no município, com os incentivos concedidos para a instalação e ampliação de indústrias.
Para 2004, Bonilha estimou que a temperatura entre os vereadores deve esquentar. Isso porque, no ano que vem, serão realizadas as eleições municipais para escolha do prefeito e vereadores. ''Os projetos acontecerão com menos intensidade e as discussões serão mais acirradas'', cogitou o vereador. A discussão mais polêmica de 2004, entretanto, deverá ser a possibilidade da Justiça determinar a redução do número de vagas na Câmara, de 21 para 15.

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