Após mais de 10 horas de debates e suspensão dos trabalhos, a Câmara de Vereadores aprovou, na madrugada da última sexta-feira, projeto de lei que autoriza a Prefeitura de Londrina a fazer novo contrato de prestação de serviços de água e esgoto com a Sanepar por mais 30 anos. A mais polêmica das 15 emendas aprovadas é que prevê a exclusão da tarifa mínima de consumo, hoje fixada em 10 metros cúbicos de água e cobrada de todos os consumidores, inclusive de quem consome valor muito inferior a esse. Ficou estabelecido ainda que, a empresa, para executar o contrato, vai repassar 2% de seu faturamento ao município. O projeto seguiu para sanção do prefeito Alexandre Kireeff (PSD).
O gerente regional da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahls, disse que a emenda "é o grande impasse". "Para a negociação continuar indo bem, o prefeito tem que entender que o modelo tarifário no Paraná é único", disse, ao ser questionado se pediria a Kireeff para vetar a emenda. Bahls argumenta que a cobrança por metro cúbico não é possível agora, já que todo o País praticamente adota a tarifa mínima de 10 metros cúbicos.
Os vereadores aprovaram ainda uma emenda que prevê avaliação do contrato a cada quatro anos como possibilidade de modificação. Entre as outras emendas aprovadas
estão a que torna a Sanepar exclusivamente responsável por danos ambientais; uma que fixa prazo de três dias úteis para a Sanepar concluir os reparos em ruas e calçadas e dez dias úteis quando se tratar de uma grande intervenção, além, da obrigatoriedade do uso de material de qualidade e a que obriga a estatal a abastecer, com caminhões-pipa, escolas e unidades de saúde, em caso de interrupção do fornecimento de água. A estatal deverá ainda esvaziar fossas sépticas de locais que não são atendidos por rede de esgotos e para famílias inscritas na tarifa social.

10 metros cúbicos é o valor indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como adequado ao consumo familiar

Projeto foi encaminhado ao Executivo para aprovação. Emenda que acaba com a tarifa mínima pode ser vetada, já que a Sanepar questiona a mudança

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

mockup