Câmara estuda pacote de 'medidas de controle interno'
Após a reunião na Presidência, o discurso dos parlamentares veio afinado: estava ''combinado'' que ninguém comentaria o episódio de restrição ao plenário. A reportagem conseguiu falar rapidamente com o líder do Executivo, Sebastião Raimundo da Silva (PDT), até que um assessor do gabinete dele e um da Presidência, depois de muito gesticularem para que o pedetista se mantivesse calado, o conduziram ao plenário. ''Todo mundo ficou preocupado, assustado, mas não tem lei do silêncio'', negou Silva, que, abordado mais uma vez pelo assessor da Presidência, finalizou: ''Desculpe, mas não posso avaliar nada''.
Outro que evitou falar sobre o assunto após o ocorrido, mas que foi enfático em tentar vetar a presença de repórteres no local, durante do atendimento a Paulo Arildo (PSDB), foi o vice-presidente da Casa, Jairo Tamura (PSB). ''Foi combinado ao mesmo tempo, por todo mundo, na reunião, que a Câmara vai se manifestar por meio de uma nota (o que caiu por terra, mais tarde)'', resumiu.
A presidente da Comissão de Ética, Sandra Graça (PP), admitiu que o episódio de ontem, envolvendo as filmagens - que, segundo ela, ainda que de uma pessoa pública, em um local público, expõem o sujeito indevidamente -, ''culminou com um trabalho feito há tempos em relação ao funcionamento da Câmara''. ''É preciso um controle interno, mas aí depende da Mesa, com portarias e decretos. Mas a imprensa não é o foco, e sim a falta de disciplina, de regras, de procedimentos internos'', declarou. (J.G.)





