A eleição para vice-presidente da Câmara de Vereadores, que acontece na sessão de hoje à tarde, promete ser bastante disputada. Até ontem à noite, os vereadores haviam participado de várias reuniões, mas não tinham chegado a nenhum nome de consenso. Pelo menos cinco vereadores se mostram dispostos a disputar a eleição, mas a definição dos candidatos deve ocorrer momentos antes da votação.
O cargo de vice-presidente ficou vago com a renúncia do então presidente Renato Araújo (PPB) e a ida do vice do Legislativo, Jorge Scaff (PSB), para a prefeitura. Este último assumiu a administração municipal no lugar do prefeito afastado Antonio Belinati (PFL). A vice-presidência é um cargo bastante cobiçado porque, na prática, significa estar na presidência.
Logo que foi anunciada a ida de Scaff para a prefeitura, alguns vereadores já se declararam candidatos, como Célio Guergoletto (PMDB) e Adalberto Pereira (PFL). ‘‘Se entender que não terei apoio, vou recuar, mas já disputei eleições mais difíceis’’, declarou Guergoletto ontem à tarde. ‘‘Eu sou candidato, mas de forma nenhuma vou bater chapa; só assumo (candidatura) se for consenso’’, afirmou Adalberto.
Adalberto e Guergoletto são considerados os nomes mais fortes para a disputa, inclusive porque já estiveram no cargo. Eles pertencem ao chamado grupo de oposição a Belinati, apesar de afirmarem que não existem mais blocos de sustentação e de oposição. ‘‘Não existe isso, até porque estamos no momento em que o prefeito é outro’’, ressaltou Adalberto.
Os vereadores Beto Scaff (PSDB) e Elza Correia (PMDM) também se declararam interessados no cargo de vice-presidente. Um nome novo que surgiu ontem foi o de Orlando Bonilha (PDT). ‘‘Estou apto a realizar o trabalho na presidência e não abro mão da candidatura’’, garantiu. Mesmo negando o interesse na eleição, Araújo reafirmou ontem que ‘‘mas se os companheiros quiserem e se for necessário, irei para o sacrifício.’’
Scaff, que é o 1º secretário da Câmara, irá presidir os trabalhos de hoje à tarde. Ele informou que a eleição ocorrerá logo no início da sessão. ‘‘Espero que esteja tudo resolvido até amanhã (hoje)’’, declarou, se referindo às articulações para se chegar a um nome de consenso.
A eleição poderá ocorrer em dois turnos. No primeiro, o vencedor precisa ter a maioria absoluta de votos dos 20 membros da Câmara. Se isso não ocorrer, acontece a segunda votação, quando será exigida a maioria simples. Se mesmo assim houver empate, será declarado o vencedor o mais velho. Os vereadores serão chamados nominalmente e deverão procalmar o nome em que votam, assinar a cédula e encaminhar à Mesa Executiva.

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