A Mesa Executiva da Câmara de Londrina decidiu arquivar o segundo pedido de afastamento da vereadora Sandra Graça (SDD, ex-PP) feito por Emerson Petriv, o "Boca Aberta", que ficou como terceiro suplente do PP nas eleições de 2012, mas não está mais filiado ao partido. A solicitação tem como base condenação da parlamentar em primeira instância por manter em seu gabinete um comissionado que não trabalhava efetivamente no Legislativo, segundo a sentença.
A decisão se tornou pública na sessão ordinária de ontem. A Mesa aceitou a argumentação da Procuradoria do Legislativo que considera o pedido de Petriv inepto.
O suplente já havia solicitado o afastamento da vereadora anteriormente e a procuradoria já havia opinado pelo arquivamento devido a erros formais, como a qualificação pessoal incompleta do requerente; o pedido ser direcionado à presidência, ao invés da Mesa Executiva; e à ausência de prova da condenação.
No novo pedido, Petriv regulariza sua qualificação e encaminha cópia da sentença. Entretanto, a procuradoria opina pela inépcia porque o afastamento da parlamentar iria conta a própria decisão judicial, já que eventual perda de mandato só ocorrerá após o trânsito em julgado.
Petriv diz que a decisão da Câmara é "covarde e omissa". O suplente ainda afirma que vai procurar, com seu advogado, novas brechas para entrar novamente com o pedido, assim que for notificado formalmente da decisão.
Sandra e seu ex-assessor Salvador Kaneshine foram condenados pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Emil Tomás Gonçalves, porque ele recebia pelo Legislativo, mas trabalhava em sua marcenaria e em escolas de artes marciais. O despacho determina a devolução de R$ 9 mil e a perda dos direitos políticos, mas só depois de esgotadas as chances de recursos.

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