A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Marlene Valadão, apresentou ontem aos vereadores análise do projeto de reforma administrativa do Executivo de Londrina. A proposta do prefeito Nedson Micheleti (PT), que vem gerando atritos entre o Executivo, o Legislativo e Sindserv, prevê economia de R$ 1,5 milhão em um ano. Mas os vereadores e a entidade não constataram esta economia.
O vereador Renato Araújo (PPB) afirma que a proposta da reforma foi uma tática para desviar a atenção da Casa durante a discussão que previa a transferência das atribuições da AMA para a CMTU: ‘‘Constatamos que a reforma não faz nenhuma economia, e sim, aumenta os gastos anuais em R$ 680 mil’’.
Algumas críticas se tornaram um consenso entre o Legislativo e os servidores: a extinção das pastas do Idoso, da Mulher e do Planejamento não trazem benefício algum para o município. ‘‘A nova secretaria (da Cidadania) iria integrar as coordenadorias da Mulher e do Idoso, mas não teria estrutura para atender as competências exigidas por este órgão’’ observou Marlene Valadão.
Na próxima quarta-feira, eles devem se reunir para discutir quais emendas serão propostas e finalmente elaborar um projeto substitutivo. Até agora foram apresentadas informalmente 28 emendas.
Nedson disse que o projeto é uma formalização legal de uma economia que já está sendo feita desde o início do ano – se referindo à fusão das secretarias. Sobre as pastas da Mulher e do Idoso, ele disse que ‘‘não vai mudar nada o trabalho que está sendo realizado.’’

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