Oito parlamentares disputam hoje, em Brasília (DF), os dois cargos mais cobiçados do Congresso: as presidências da Câmara, ocupada hoje pelo deputado Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, por Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Cinco candidatos formalizaram a participação na eleição da Câmara: Nelson Marquezelli (PTB-SP), Valdemar Costa Neto (PL-SP), Inocêncio Oliveira (PFL-PE), Aloizio Mercadante (PT-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG). No Senado, são três os concorrentes: o governista Jader Barbalho (PMDB-PA); Jefferson Peres (PDT), apoiado pela oposição; e Arlindo Porto (PTB-MG), lançado ontem pelo PFL como a ‘‘terceira via’’.
A eleição para a Mesa do Senado deve ser bem mais rápida que a da Câmara dos Deputados. Além de ter um colégio eleitoral menor – apenas 81 senadores, contra 513 deputados – as regras são mais simples. O novo presidente, por exemplo, será o candidato que obtiver o maior número de votos, em turno único. Na Câmara, para ser eleito em primeiro turno, são necessários metade mais um dos votos válidos. A sessão, que regimentalmente recebe o nome de reunião preparatória, deverá começar às 15 horas. O voto é secreto.
Os senadores receberão uma cédula em papel com o nome dos três candidatos que se apresentaram até o momento – Jader, Peres e Porto. Mas no Senado não há inscrição prévia de candidatura, havendo, portanto, 81 eleitores e 81 elegíveis. Em tese, existe a possibilidade de surgir um novo candidato na própria sessão.
O regimento determina que a eleição para presidente deve ser a primeira, sendo seguida de três sessões sucessivas destinadas a eleger os dois vice-presidentes, os quatro secretários e os quatro suplentes de secretários. Depois de apurados os votos para presidente, o senador Antonio Carlos Magalhães fará seu discurso. Em seguida, o presidente eleito também discursa.
Na Câmara, a decisão deverá ser conhecida após às 21 horas. No início da sessão, o presidente Michel Temer deverá conceder 15 minutos para o pronunciamento de cada candidato à Presidência antes do início da votação secreta. A apuração será feita por deputados indicados pelo presidente. Se algum dos candidatos obtiver a metade mais um dos votos válidos, será proclamado presidente.
Se não houver vencedor em primeiro turno, será realizado o segundo turno, a ser disputado pelos dois candidatos mais votados. Se houver empate no segundo turno, será eleito o candidato com maior número de mandatos. Caso persista o empate, vence o deputado mais idoso.
Por causa da eleição, a segurança no Senado e na Câmara será reforçada para evitar tumultos. Na Câmara, serão 200 seguranças contra os 100 habituais. No Senado, será mantido o efetivo de 40 pessoas que faz a segurança nos corredores e alas da Casa. No plenário do Senado, onde ocorrerá a votação, serão 20 homens. Em dias normais, são apenas 13 seguranças.
Para evitar tumulto, o Senado também decidiu distribuir 129 ingressos para a ocupação da tribuna de honra e das galerias. Já na Câmara, a ocupação de uma das galerias será por ordem de chegada.

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