Câmara e Senado divergem sobre investigações
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Gabriela Guerreiro<BR>Folhapress 
Brasília - Os comandos das CPIs do Apagão Aéreo da Câmara e do Senado tiveram ontem a primeira divergência pública sobre as investigações da crise área. O presidente da CPI da Câmara, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), e o relator da CPI no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), demonstraram ter visões distintas sobre os relatórios finais a serem elaborados pelas CPIs.
Castro disse que seria um ''escândalo'' se as duas comissões chegarem a resultados diferentes ao final das investigações. Demóstenes, por outro lado, afirmou que resultados diferentes podem naturalmente ocorrer em duas investigações distintas - mesmo quando abordam o mesmo tema.
''Não seria um escândalo. Pode ser que uma Casa, por diversidade ou questões políticas, tenha opiniões divergentes'', afirmou o relator. ''Se trabalharmos separadamente, isso pode trazer conflitos. Se chegássemos separadamente a objetos diferentes, seria um escândalo. Nossa disposição é trabalhar conjuntamente'', disse Castro.
O presidente da CPI do Senado, Tião Viana (PT-AC), ressaltou que os regimentos da Câmara e do Senado não permitem a realização de sessões conjuntas às duas CPIs.


