Considerando a totalização em 97,79% dos votos do Paraná pelo TRE, podendo ainda haver pequenas mudanças, a bancada paranaense na Câmara dos Deputados terá uma renovação de 12 das 30 cadeiras, ou seja, 40% são novos parlamentares. A maioria é aliada ao governo: pelo menos 22 são pró-FHC. Para a Assembléia Legislativa, a renovação será de 20 das 54 cadeiras, o que representa 37%. Mas a mudança não ameaça a frente de apoio ao governador Jaime Lerner (PFL) na Assembléia. Ele terá maioria folgada - uma previsão de 40 dos 54 deputados. O campeão de votos foi o presidente da Assembléia deputado Aníbal Khury (PFL), com 104 mil votos.
Para a Câmara, ficaram de fora os deputados Antônio Ueno (PFL), Valdomiro Meger (PFL), Maurício Requião (PMDB), Djalma de Almeida César (PMDB), João Iensen (PPB), Ricardo Gomyde (PCdoB) e Paulo Bernardo (PT). Eles não conseguiram se reeleger. Os atuais deputados Alexandre Ceranto (PFL), Paulo Cordeiro (PFL) e Renato Johnsson (PSDB) desistiram de disputar vagas para a Câmara. Nedson Micheleti (PT) concorreu ao Senado e Fernando Ribas Carli (PPB) disputou e venceu para a Assembléia Legislativa.
Os 12 novatos são Rafael Greca (PFL), Joaquim Santos Filho (PFL), Osmar Serraglio (PMDB), Gustavo Fruet (PMDB), Bernardinho de Oliveira (PPB), Márcio Artur de Mattos (PT), Florisvaldo Fier (PT), Íris Simões (PTB), Rubens Bueno (PTB), José Carlos Martinez (PTB), Alex Canziani (PTB) e Moacir Piovesan (PDT). Greca foi o federal que conquistou o maior número de votos no Estado para a Câmara - 222 mil.
Fruet visitou ontem a Folha, onde foi recebido pelo diretor-superintendente, João Vieira Filho. Fruet disse a popularidade de seu pai em todo o Estado e a solidariedade que ele atraiu na campanha-relâmpago chegaram a surpreendê-lo. Ele comemorou ontem sua conquista como beneficiário do ‘‘lado bom da política’’, resultado de ‘‘um trabalho de base e raiz’’. Ele se referiu à transferência de votos que conquistou como substituto da candidatura do pai, o ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, que morreu em campanha, no último dia 31 de agosto.
Londrina A partir da próxima legislatura na Câmara dos Deputados, a bancada de Londrina encolherá de quatro para dois deputados. Paulo Bernardo (PT) não conseguiu se reeleger e Nedson Micheleti (PT) disputou e peerdeu para o Senado. José Janene (PPB) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) foram reeleitos e o vice-prefeito Alex Canziani (PTB) conquistou a vaga.
Na Assembléia Legislativa, Londrina, que tem 284 mil eleitores, ganhou um representante. Tinha dois - Luiz Carlos Alborghetti (PFL) e José Tavares (PTB) - mas o último deixou o posto para ocupar a secretaria de Estado de Defesa do Consumidor. Na próxima legislatura, o município terá Alborghetti, Antônio Carlos Belinati (PSB) e Moysés Leônidas (PDT).
No lugar de Leônidas, que é vereador, assume o suplente Jaci Aguiar (PDT), que já havia voltado à Câmara de Vereadores no período em que Leônidas comandou a secretaria municipal de Administração.
Quando esteve na Câmara, Aguiar foi acusado junto com outras quatro pessoas de formação de quadrilha e tentativa de extorsão contra cooperativas de leite de Londrina e Apucarana. A denúncia contra eles foi oferecida em junho pela Promotoria de Investigação Criminal e acatada pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas. Por causa do acúmulo de processos no Fórum, os interrogatórios dos acusados só serão feitos em maio do próximo ano.
Ele teria pedido R$ 80 mil reais para duas cooperativas para não divulgar laudos sobre a qualidade do leite C feitos no instituto Adolf Lutz, de São Paulo. Aguiar nega.

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