Câmara dos Deputados vota projeto que regulamenta o lobby
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domingo, 18 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
Com o apoio dos líderes de todos os partidos, a Câmara dos Deputados vota nesta semana requerimento de urgência para o projeto que regulamenta o lobby. A atividade está completamente vetada no Poder Executivo, por ordem do ministro-chefe do Gabinete Civil, Pedro Parente, pelo menos até que passe a ter normas claras de funcionamento. Na prática, porém, é largamente exercida em Brasília. Desde 1973 é permitida no Congresso.
A pressa da Câmara tem uma razão: evitar que se repitam episódios como o que envolveu o lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, suspeito de participar de um esquema de extorsão no Ministério da Saúde. APS tem uma agenda complicada, que cita ministros e assessores. Entre eles, Pedro Parente, que teria intermediado audiências no Executivo. Se o lobby estivesse regulamentado, raciocinam os líderes partidários, esse tipo de desgaste poderia ser evitado.
Se o Executivo ora está intimidado com os lobbies, o Legislativo não lhes dá importância. Até cede dezenas de salas para as entidades que credenciam seus representantes, todos com crachá, rosto conhecido, nome e sobrenome. O lobby regulamentado localiza-se no corredor central do Anexo II da Câmara, hoje chamado de Edifício Luís Eduardo Magalhães. Lá estão os representantes de todos os ministérios, das agências regulamentadoras, dos bancos Central e do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Ministério Público.


