Próximo às eleições para a presidência da Câmara dos deputados, o petista Marco Maia (PT-RS) se consolida como única opção à cadeira. Com o apoio da presidenta Dilma, Maia tem apenas Sandro Mabel (PR-GO) como possível adversário. Os outros candidatos, Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG), desistiram da disputa esta semana.

E, apesar do deputado do PR ainda insistir em concorrer, seu partido faz hoje jantar para aderir formalmente à candidatura de Maia.

"Fico indignado com uma só candidatura. Não retirei a minha. Mas vou fazer uma avaliação semana que vem para ver se ela tem alguma viabilidade. Não adianta eu me lançar se não tiver chances", disse ontem Mabel.

Ele não pretende ir ao jantar oferecido pelo PR ao petista. "Seria muita falsidade de minha parte ir lá", argumentou. O presidente do PR, ministro Alfredo Nascimento (Transportes), já se comprometeu com a presidente Dilma Rousseff a apoiar a candidatura do Palácio do Planalto.

Marco Maia continua esta semana em viagem pelo país em busca de votos. Ontem, ele se reuniu com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e recebeu a promessa de voto da bancada de 22 deputados federais do Estado.

A presidente Dilma entrou pessoalmente nas negociações para viabilizar Marco Maia. Ela telefonou para o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, e pediu sua interferência para que Aldo saísse da disputa. Dilma alegou que a candidatura dele poderia ser interpretada como um movimento de oposição. No sábado, foi a vez de Júlio Delgado anunciar sua desistência.

A direção do PR decidiu enquadrar Mabel porque não quer criar atritos com a presidente logo no início de seu mandato. O PR tem um bom espaço no governo. Além do Ministério dos Transportes, com orçamento de R$ 21,1 bilhões para este ano, a sigla controla também o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com orçamento de R$ 14,7 bilhões. O partido tem ainda a chefia da Companhia Docas da Bahia (Codeba), além de outros órgãos menores.

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