Brasília - Os líderes partidários começaram a estabelecer os critérios para as demissões dos funcionários que ocupam os chamados Cargos de Natureza Especial (CNEs), que são preenchidos sem concurso público, depois da decisão do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), de cortar quase a metade desses cargos. Com a nova regra que proíbe a manutenção de funcionários fora de Brasília e a contratação de parentes, os que se enquadrarem nesses dois critérios deverão integrar a lista de demissões.
Alguns ofícios de exoneração chegaram a ser encaminhados ao Departamento de Pessoal, mas a divulgação dos nomes só será feita no dia 3 de outubro, último prazo para que os líderes e membros da Mesa Diretora indiquem os nomes que ocuparão os 1.202 cargos remanescentes. Os CNEs são usados, na maioria das vezes, como moeda de troca por apoio e, muitos líderes, quando assumem o cargo, não têm mobilidade para contratar seus indicados, porque os cargos já estão ocupados por afilhados políticos dos parlamentares.

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