A Mesa Executiva da Câmara de Londrina já admite rever a emenda ao projeto de lei que prevê aumento de salário para o prefeito, vice e secretários municipais. Apresentada na segunda-feira pelo vereador Roberto Fú (PDT), a emenda estabelece que o reajuste seja concedido, para todos, apenas no ano que vem. A emenda foi apresentada no mesmo dia em que o prefeito Barbosa Neto (PDT) fez um apelo ao Legislativo, dizendo até que abriria mão do seu reajuste para facilitar a aprovação imediata do aumento aos secretários.
Ontem, vereadores da base governista mostravam desconforto ao tratar do assunto. Antes de atender a imprensa, Fú buscou amparo na Mesa e, depois de conversar com o correligionário Sebastião dos Metalúrgicos e Gerson Araújo (PSDB), ele reconheceu que a medida pode ser revista. ''Tudo ainda será discutido aqui nessa Casa e pode haver mudanças'', admitiu Fú.
Teto dos servidores
Fú reconheceu que um dos motivos considerados para a elaboração da emenda foi o impacto que o reajuste para o prefeito terá sobre salários de servidores municipais, tendo em vista que será alterado o teto da administração londrinense. ''Ainda não temos esse número, mas esse tema foi considerado pela Mesa, é uma preocupação, sim.''
Segundo informações obtidas pela FOLHA, apenas no Legislativo são 26 funcionários que teriam aumento de salários com a elevação do teto municipal. O presidente da Comissão de Finanças, Joel Garcia (PP), não confirmou o número e afirmou que ainda não recebeu a tabela apontando quantos servidores, no Executivo e no Legislativo, vão ser beneficiados com a medida. ''Dependemos desses valores, porque são funcionários que hoje estão com o redutor nos salários.''
A Constituição estabelece como teto salarial o vencimento do chefe do Executivo. Em Londrina, conforme o projeto apresentado pela Mesa, o prefeito passaria a ganhar R$ 19.411,42. O vice, R$ 7.466.76, e os secretários R$ 12 mil. Segundo a administração, o impacto financeiro, somente para esse grupo, seria de R$ 157 mil mensais.

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