Brasília - Na busca de uma agenda positiva, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai colocar na pauta de amanhã, a proposta de reforma política. As votações do projeto foram suspensas com o recesso e com a derrota dos principais pontos, listas partidárias e financiamento público exclusivo, no semestre passado. Lorenzoni defende a continuidade da votação. ''Assumimos o compromisso de votar a reforma no dia 7 de agosto'', afirmou o líder do DEM, referindo-se ao acordo dos líderes.
Durante o recesso, não houve mudança na posição dos deputados quanto aos pontos da reforma. O PSDB vai trabalhar contra a aprovação do projeto. ''A reforma política é um cadáver insepulto. Não vejo chance de aproveitar alguma coisa disso'', afirmou Pannunzio.
Apesar de ter voltado oficialmente do recesso na quarta-feira da semana passada, o Congresso Nacional retoma efetivamente os trabalhos amanhã e encarando uma pauta para este início de segundo semestre que é a ressurreição dos assuntos dos primeiros seis meses do ano: caso Renan Calheiros, crise do apagão aéreo e votação da CPMF (imposto sobre movimentações financeiras) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU).
A diferença, do semestre passado para este, é que alguns assuntos cresceram de importância por dois motivos: ou porque há menos tempo para a votação, caso da DRU e da CPMF, ou porque fatos novos agravaram a situação do senador Renan Calheiros e da crise aérea - neste último caso, o acidente com o avião da TAM, em Congonhas, tornou mais dramática e explícita a situação da infra-estrutura aeroportuária do País.
Para não perder arrecadação da CPMF, estimada em R$ 38 bilhões no Orçamento do ano que vem, a proposta precisa ser aprovado na Câmara e no Senado, até setembro, para cumprir a regra que estipula prazo para que a cobrança possa entrar em vigor.

mockup