A Câmara de Vereadores de Londrina discute hoje em primeiro turno o projeto de lei do Executivo que repõe a inflação de 4,36% ao funcionalismo público municipal. O percentual, destinado a servidores ativos, aposentados e pensionistas e que abrange ainda o auxílio-alimentação, refere-se ao acumulado entre fevereiro de 2009 e 31 de janeiro deste ano. Segundo o sindicato que representa a categoria, o Sindserv, no entanto, não houve avanços na negociação para o pagamento das perdas acumuladas nos oito anos anteriores - as quais, segundo a entidade, chegam a 37,17%. No Legislativo, a matéria, protocolada pela Prefeitura no último dia 9, recebeu pareceres favoráveis das comissões de Justiça, Finanças e Trabalho.
De acordo com o secretário municipal de Governo, Jair Gravena, uma vez aprovado projeto ainda este mês pelos vereadores, o pagamento a reposição será feito na próxima folha, retroativo a 1º de fevereiro. Mensalmente, afirma Gravena, o índice representa cerca de R$ 10,9 milhões anuais a mais na folha do Município - que é de R$ 15,5 milhões mensais.
Indagado sobre a possibilidade de vereadores sugerirem emendas à matéria - ainda mais em ano eleitoral, e com perdas aima dos 37% -, o secretário resumiu: ''Com essa inflação de 4,36%, a administração chega ao limite prudencial (de 51,3% de gastos com pessoal, estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal); qualquer emenda que venha a ter, a gente teria que estudar, mesmo porque já vai haver esse dispêndio de quase R$ 11 mi a mais no ano'', definiu. Em maio passado, foram pagos 2,9% de reposição, correspondente ao período entre fevereiro de 2008 e janeiro de 2009.
Para o presidente do Sindserv, Éder Pimenta, o projeto em discussão hoje ''não representa nada de novo'' quanto às perdas acumuladas, mas, ainda para este ano, a entidade aguarda nova rodada de de negociação. ''A comissão permanente de negociação vai acompanhar as finanças do Município para que, no final de julho ou agosto, a gente volte a negociar'', concluiu.

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