Câmara discute adoção de modelo de contratação para recape asfáltico
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terça-feira, 04 de julho de 2017
Guilherme Marconi<br>Reportagem local 

O prefeito de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina), Aleocídio Balzanelo (PDT), conhecido como "Tide", foi convidado pelos vereadores de Londrina para explicar como funciona o modelo implantado pela cidade vizinha no recapeamento asfáltico durante a sessão dessa terça-feira (4). O objetivo da convocação foi para dar respaldo ao projeto do Executivo que pretende autorizar que o município de Londrina participe do Cindepar (Consórcio Público Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Estado do Paraná).
Funcionando desde 2013, o Cindepar atende 135 municípios das regiões Norte, Noroeste e Central do Estado. A intenção é implantar esse modelo de contratação direta para diminuir os custos no recapeamento asfáltico. Neste sistema é utilizado a usina de micropavimento para melhoria de vias locais em substituição ao CBQU (Concreto Betunioso Usinado a Quente) que é o tipo de revestimento asfáltico utilizado atualmente pela Secretaria de Obras de Londrina.
O prefeito de Sertanópolis que integra o Consórcio há oito meses informou que a economia do município foi significativa. "Nós conseguimos resolver os problemas dos buracos; o custo pelo Cindepar é R$ 5,50 por m², enquanto na terceirização por licitação era de R$ 12 por m²", disse. A economia total do município foi de R$ 1,4 milhão com a contratação de 270 mil metros. Os custos de transporte e limpeza das vias fica como contrapartida do município e a mão de obra é compartilhada.
O vereador Amauri Cardoso (PSDB) informou que os membros da Comissão da Administração da Câmara estão visitando cidades da região para verificar a qualidade do novo modelo de asfalto. "Nós entendemos que Londrina tem 60% das vias deterioradas, e esse consórcio é uma alternativa de economia válida", ponderou.
Moradores de Ibiporã questionaram a qualidade desse asfalto implantado pelo Consórcio em reportagem publicada na FOLHA, como problemas de desníveis, esfarelamento, buracos e espaços com asfalto inacabado foram relatados.
O prefeito de Sertanópolis informou que a população precisa ter paciência. "No momento em que é aplicado aparece as pedrinhas, mas com o tempo desaparece e não existe diferença." A mesma justificativa foi apresentada pelo prefeito de Ibiporã, João Coloniezi (PMDB).
A malha viária de Londrina hoje é de 2,5 mil quilômetros e mais da metade necessita de operação de tapa-buracos e recapeamento, segundo levantamento do secretário municipal de Obras, Fernando Tunouti. Atualmente, o custo da prefeitura com o recapeamento é de R$ 20 por m², entretanto, o secretário informa que a durabilidade do material utilizado atualmente é bem maior.
Segundo Tunouti, a gestão municipal deve utilizar o micropavimento apenas em vias locais em bairros onde não passam ônibus do transporte coletivo. "Hoje nós temos uma usina própria produzindo 70 toneladas de CBUQ por dia, não iremos interromper esse serviço para não desperdiçar essa capacidade", declarou o secretário. Neste primeiro semestre de 2017, a prefeitura realizou apenas serviços de tapa-buracos na cidade.
O projeto será debatido em duas comissões nesta quarta-feira (5) e depois segue pra votação em plenário.


