Câmara deve votar hoje emendas da Previdência
O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, disse ontem em Brasília que a Câmara deverá votar hoje os três destaques que restam para a promulgação da reforma da Previdência Social. Acredito que a Câmara vai votar, tendo em vista a necessidade do País, disse o senador. ACM prevê que todos os parlamentares que votaram a favor da reforma no primeiro turno repetirão o voto no segundo, incluindo aqueles que foram derrotados.
E vamos tentar convencer também quem não votou para que vote também, acrescentou. ACM disse que a prioridade do Congresso é aprovar o ajuste fiscal e, em seguida, a reforma política. Ele evitou comentar a posição de Itamar Franco, que defende a oposição do PMDB ao governo. Quem deve responder sobre isso é Fernando Henrique, que é amigo dele, ironizou.
A retomada da votação da reforma da Previdência na Câmara será o primeiro teste da aceitação do programa de ajuste fiscal do governo no Congresso. Os líderes governistas estão empenhados em reunir um quórum suficiente para garantir a rejeição dos três últimos destaques da oposição. O principal problema continua sendo a resistência dos parlamentares ressentidos pela derrota nas eleições. Eles estão recebendo uma atenção especial de seus líderes, que prometem não deixá-los desamparados.
Entre ontem e hoje, as bancadas governistas se reúnem para fazer uma avaliação geral do quadro político, identificar as resistências ao ajuste fiscal e contar os votos para derrubar os destaques na votação dos destaques.
Ontem, dizia-se em Brasília que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, poderá colaborar com o trabalho dos líderes, se fosse bem sucedido na exposição do programa de ajuste que faria ontem na Câmara.
Os governistas tentarão votar nesta semana pelo menos um dos destaques da reforma da Previdência. Se não houver segurança para aprovar os mais polêmicos, que tratam do regime de Previdência complementar dos servidores públicos e da idade mínima de aposentadoria dos contribuintes que já estão no regime geral do INSS, a votação deverá começar pelo destaque sobre a aposentadoria especial para atividades insalubres, que não tem impacto financeiro relevante.
Na estratégia para a votação do ajuste fiscal, os líderes governistas reservaram a semana que vem para concluir a votação da reforma. Se o teste desta semana não for bem sucedido, eles deverão jogar pesado para reverter o quadro. Só depois dessa etapa eles se concentrarão na negociação da prorrogação da CPMF. (Colaborou Nelson Breve).Arquivo FolhaMagalhães: necessidade do País obriga a votação dos deputadosJosé Ramos
Agência Estado





