Os vereadores de Londrina devem votar hoje, na primeira sessão após o fim do recesso, projeto de lei do Executivo que pede a abertura de um crédito adicional de R$ 60 mil – podendo ser suplantado em no máximo 20% – para a realização do plebiscito que irá definir a venda ou não da Sercomtel Celular. A consulta será realizada no próximo dia 19.
Para ser votado, o projeto deverá entrar em regime de urgência, já que não consta da pauta do dia, definida na última sessão ordinária realizada antes do recesso.
Os R$ 60 mil serão utilizados para cobrir despesas como diárias dos servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) – que deverão se deslocar de Curitiba a Londrina para orientar o plebiscito –, além de viagem, alimentação, material de apoio e utilização das urnas eletrônicas. Somente com a alimentação de mesários, funcionários e colaboradores da Justiça Eleitoral estão previstos gastos de R$ 21,3 mil.
O pagamento das despesas – que ficou sob responsabilidade do município – foi definida no convênio celebrado no último dia 9 de julho entre o TRE e a prefeitura. Assinaram o documento o prefeito Nedson e o presidente do Tribunal, Ivan Gradowski.
Até a realização do plebiscito, o eleitor de Londrina poderá treinar, a partir de hoje, o voto na urna eletrônica. Dois equipamentos serão instalados nas duas entradas do Terminal Urbano, das 9 às 19 horas. Funcionários da Justiça Eleitoral estarão no local para orientar os eleitores. No sábado, uma urna eletrônica também estará à disposição do londrinense no Calçadão da Avenida Paraná (área central).
O debate sobre a venda da Celular deve esquentar já no final de semana. Dois comitês, um favorável e outro contra a privatização da estatal de telefonia móvel, foram formados e prometem levar a campanha às ruas no próximo sábado, no Calçadão. Segundo definição da Justiça Eleitoral, prefeitura e Câmara, o eleitor que aprovar a venda da estatal deverá teclar o número 55 na urna eletrônica e confirmar; o número do ‘‘não’’ é 88.

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