Câmara deve pressionar Prefeitura por uso de recursos do FMMA
Além de um pedido de informações, que pode ser votado na terça, há possibilidade de convocação de secretários e realização de reunião pública
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de maio de 2026
Além de um pedido de informações, que pode ser votado na terça, há possibilidade de convocação de secretários e realização de reunião pública

A denúncia de que a Secretaria Municipal de Educação utilizou recursos do FMMA (Fundo Municipal do Meio Ambiente) sem autorização do Consemma (Conselho Municipal do Meio Ambiente) deverá repercutir na CML (Câmara Municipal de Londrina) nesta semana, com vereadores se movimentando para buscar explicações do prefeito Tiago Amaral (PSD).
A vereadora Michele Thomazinho (PL) protocolou um PI (Pedido de Informação) para que a administração dê detalhes das receitas arrecadadas pelo FMMA entre 2024 e 2026 e explique como os valores foram gastos. Ela também quer saber se houve aplicação de recursos em despesas administrativas sem relação com a área ambiental e se os gastos tiveram aval do Consemma.
O documento deverá ser lido na sessão de terça-feira (26), e a intenção é pautar a urgência para que seja votado no mesmo dia. A FOLHA também apurou que vereadores avaliam a possibilidade de convocar secretários municipais para prestar esclarecimentos, além da realização de uma reunião pública no Legislativo.
“O nosso objetivo é garantir a transparência, a fiscalização e o correto uso dos recursos que são vinculados à área ambiental”, afirmou Thomazinho.
O Consemma levou o caso ao MPPR (Ministério Público do Paraná) depois de identificar pagamentos da Educação com recursos do FMMA, em um montante que pode chegar a R$ 15,8 milhões, segundo o conselho. A Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) já respondeu à 4ª Promotoria de Justiça, que apura a denúncia, que não foi informada sobre a necessidade de utilização da verba por outras pastas.
A FOLHA mostrou que, entre novembro de 2025 e março de 2026, os recursos do FMMA encolheram cerca de 47%, passando de R$ 25 milhões para R$ 13,3 milhões.
Segundo o Consemma, o fundo ambiental foi usado indevidamente para custear repasses a instituições filantrópicas, despesas com fornecedores da merenda escolar e contas do dia a dia, como energia elétrica e água.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.


