Procurador Jurídico da Câmara, Miguel Aranega, disse que Comissão Processante concluiu os trabalhos ao ouvir Takahashi
Procurador Jurídico da Câmara, Miguel Aranega, disse que Comissão Processante concluiu os trabalhos ao ouvir Takahashi | Foto: Marcvos Zanutto



Com a anexação do depoimento do vereador afastado Mario Takahashi (PV) ao relatório da Comissão Processante da Câmara Municipal sobrou aos servidores da Casa a missão de agilizar todos os procedimentos administrativos para entregarem os documentos novamente aos parlamentares.

O depoimento de Takahashi, realizado na terça-feira (21), durou cerca de três horas e foi anexado em áudio ao relatório de 23 páginas que indica pela cassação dos mandatos dos dois vereadores afastados. Somente na sessão de hoje o presidente da Câmara, o vereador Aílton Nantes (PP), deve anunciar a data do julgamento da denúncia de quebra de decoro parlamentar por conta dos fatos revelados na Operação ZR3 do Ministério Público.

Ainda após a reunião dos membros da CP na terça-feira, que terminou após 21 horas, o presidente da Comissão Processante, o vereador José Roque Neto (PR), comentou sobre um pedido do relator da comissão, o vereador João Martins (PSL), preferir não trabalhar aos sábados, por conta de motivos particulares. Além disso, o advogado Anderson Mariano, defesa do vereador Mário Takahashi, também teria comunicado a sua indisposição em algumas datas possíveis por conta de outras audiências. Desta forma, para que a votação não fique para o último dia, a principal expectativa é de que a denúncia seja votada em sessão extraordinária na manhã deste domingo (26). Entretanto, até o fechamento desta edição a reportagem não conseguiu falar com o presidente da Câmara Aílton Nantes para confirmar a informação.

Depois da determinação do desembargador Xisto Pereira, do Tribunal de Justiça do Paraná, que suspendeu a contagem do prazo de 90 dias entre sexta (17) e terça-feira (21), a Câmara passou a considerar a meia-noite desta segunda-feira (27) como limite para a votação do relatório da CP, que indica a cassação dos mandatos de Alves e Takahashi.

"A Comissão se encerrou com o depoimento do vereador Mário Takahashi, dando efetividade à decisão do Tribunal de Justiça e, em seguida, estes áudios são encaminhados à presidência, que designará a data da sessão de julgamento", afirmou o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia.

REPRESENTAÇÃO
Também na sessão de hoje deve ser dada ciência aos demais vereadores sobre uma representação protocolada por Rony Alves contra o vereador João Martins pela mesma acusação: quebra de decoro parlamentar. A alegação é que Martins teria exigido ser o relator da Comissão, o que, segundo a Câmara, não é ilegal.

Em abril, a Comissão Processante foi instalada por 15 votos favoráveis e quatro contrários, estes dos vereadores Guilherme Belinati (PP), Jamil Janene (PP), Péricles Deliberador (PSC) e o suplente do vereador Filipe Barros (PSL), Emanoel Gomes (PRB), já que Barros foi o autor da representação contra os dois parlamentares e, por conta disso, também fica impedido de votar nesta matéria.

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