Após toda polêmica causada pela pane no painel eletrônico de votação, o plenário da Câmara dos Deputados deverá votar hoje o projeto de lei do Executivo que flexibiliza a CLT (Consolidação das Leis do trabalho). A base aliada do governo espera contar com, no mínimo, os 48 votos de vantagem na votação eletrônica que não valeu, na última quarta-feira, cujo resultado extra-oficial foi divulgado no final de semana.

Segundo a apuração paralela, o governo teria conseguido aprovar as mudanças na CLT por 255 votos contra 206 da oposição. Houve apenas uma abstenção. Entre os deputados da bancada paranaense conforme lista divulgada pelo ''O Estado de São Paulo'' , 18 teriam votado a favor da mudanças e nove foram contrários. Três não votaram. (ver quadro ao lado)

Mas a vantagem do governo, hoje, pode ser ainda maior. Líderes da base esperam que pelo menos 50 deputados ''rebeldes' do PMDB e do PTB votem favoravelmente ao projeto.

A confiança é consequência do fato de que o presidente Fernando Henrique Cardoso deverá fazer nesta semana um balanço da atuação dos parlamentares aliados para saber com quem poderá contar no próximo ano.

No entanto, o líder do PT, Walter Pinheiro (BA), não concorda com a nova votação realizada no painel. Ele e outros líderes da oposição deverão solicitar ao presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), que a votação seja realizada em ''viva-voz', como na última quarta-feira, quando o painel entrou em pane.

O presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), reiterou na manhã de ontem que, se não houver consenso entre as lideranças quanto a um pedido de urgência para a votação do projeto, não será possível votar a proposta de alterações na CLT no Senado este ano, mesmo que a Câmara venha a aprovar o projeto antes do recesso.

Além disso, o líder do PMDB na casa, Renan Calheiros (AL), já avisou de antemão na semana passada que não assinará um eventual pedido de urgência para tramitação da matéria. A urgência só vale com a assinatura de todos os líderes.

Os técnicos da Unicamp (Universidade de Campinas), que passaram o final de semana investigando a causa do defeito no sistema no painel do Senado, concluíram que não houve erro operacional e liberaram o equipamento para uso na sessão de hoje.

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