A vereadora Lenir de Assis (PT), presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara de Londrina, protocolou ontem na Mesa Executiva da Casa o pedido de abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os contratos emergenciais feitos com os institutos Gálatas e Atlântico, que prestam serviços na Saúde. O pedido reuniu 14 assinaturas, o dobro necessário para o pedido ser protocolado. A Procuradoria Jurídica da Casa tem sete dias para emitir um parecer sobre a admissibilidade da denúncia.
''O objeto da CEI são os contratos das últimas oscips que estavam prestando o serviço de saúde em Londrina. Para termos agilidade, o foco determinado será o contrato, a licitação e principalmente a falta dos serviços que eles tinham como meta executar e que não foi feito, haja visto todo o caos que vivemos hoje na saúde'', explicou.
Não assinaram o documento de pedido da CEI os vereadores Sebastião dos Metalúrgicos, que cumpre licença médica, Jairo Tamura (PSB), Renato Lemes (PRB) e Rodrigo Gouvêa (PTN), que não estavam presentes na sessão de ontem e Tito Valle (PMDB).
CEI da Centronic
O procurador jurídico da Câmara Miguel Angelo Garcia emitiu ontem parecer favorável ao pedido de abertura de uma CEI para investigar supostas irregularidades no contrato feito pela Prefeitura e a empresa de segurança Centronic. A votação do pedido, protocolado pelo vereador Joel Garcia (PTN), deve acontecer na sessão de amanhã. São necessários dez votos para abrir a CEI.
Garcia pede para que os parlamentares investiguem o contrato e todos os seus aditivos desde que ele foi assinado, na gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), assim como alguns fatos levantados pelo Ministério Público (MP) com relação ao suposto pagamento de propina entre a empresa Centronic e a Proguarda Sistema Eletrônicos e a Prefeitura de Londrina desde o ano de 2005 até a presente data. Também será objeto de investigação da possível CEI fatos apurados e denunciados pelo MP de que dois vigilantes que teriam sido contratados pela Prefeitura teriam trabalhado na rádio da família do prefeito Barbosa Neto (PDT).
O procurador considerou que ''o pedido preenchia os requisitos de admissibilidade para que o plenário vote e delibere sobre a instauração da CEI''.

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