O presidente da Câmara de Vereadores, Orlando Bonilha (PL), determinou ontem a suspensão das negociações para a compra de 16 aparelhos celulares e implantação da cota mensal de R$ 300 para cada vereador. O anúncio da desistência foi feito horas depois de protocolado a recomendação do Ministério Público (MP).
Através de nota oficial, Bonilha lamentou ''que alguns vereadores tenham manifestado dúvidas em relação ao novo serviço e considera que hoje a reivindicação já não conta com o apoio dos dezesseis membros da Casa que solicitaram o benefício para atendimento da comunidade''. Em uma sondagem feita pela imprensa durante a sessão de quinta-feira um dia após a publicação de reportagens noticiando o novo benefício dos 16 vereadores que teriam assinado um documento aceitando os aparelhos e a cota, quatro desistiram e outros cinco se disseram indecisos. ''Como vou implantar um serviço com menos de 50% da Câmara? Eles assinaram e depois da repercussão negativa, falaram que não era bem aquilo'', justificou.
O vereador Marcelo Belinati (PP) chegou a contestar a informação de que ele teria assinado o documento aceitando o aparelho e a cota. ''Eu não assinei nenhum documento aceitando isso'', afirmou. Marcelo encaminhou para a Folha, via fax, o que seria uma cópia do documento em que assinala que ele, Tercílio Turini (PPS) e Roberto Fu (PDT) teriam rejeitado o benefício. Em frente ao nome dos vereadores há um ''x'' na opção ''não''. No entanto, na cópia do documento encaminhada por Bonilha, a opção de Marcelo é ''sim''. ''Ele estava no 'não' e mandou tirar e colocar no 'sim'. Ele falou que não queria mas depois mudou de opinião. É complicado. O vereador falou com o diretor da Câmara, na presença de outros vereadores, e disse que queria ficar com o telefone. Não estou entendendo a postura do vereador'', relatou Bonilha.
A versão do presidente da Casa foi confirmada pelo diretor Rubens Canizares. ''Ele (Marcelo) conversou comigo e falou que ia querer. Eu que fiz a correção e coloquei no 'sim'. O vereador tinha ciência disso'', afirmou. (C.O.)

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