Câmara derruba vetos de Kireeff para zona gastronômica
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Os vereadores de Londrina derrubaram, por unanimidade, três vetos do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) ao projeto de lei que cria a Zona Gastronômica e Turística do distrito do Espírito Santo. Apenas uma canetada do prefeito foi mantida.
A proposta de criação é do ex-vereador Tito Valle (PMDB) e praticamente formaliza uma realidade já existente, uma vez que o local abrangido pelo texto, as margens da rodovia Mábio Gonçalves Palhano, já tem vários restaurantes que atraem clientes, principalmente, nos fins de semana. Na justificativa do projeto, o ex-vereador afirma que a formalização da zona gastronômica vai facilitar a abertura de novos estabelecimentos do ramo no local.
Pelo texto, os estabelecimentos só poderão ser instalados em áreas consideradas urbanas às margens da rodovia e prevê, além da instalação de bares, restaurantes, adegas, pizzarias e afins, teatros, casa de shows, cinemas e teatros. Também estabelece a extensão de políticas de desenvolvimento industrial para essa área.
Após aprovada, a proposta recebeu vetos nos dispositivos que regulamentam os estabelecimentos que podem ser instalados no local, dos que tratam de políticas públicas de incentivo industrial extensivo a esses estabelecimentos e a atribuição do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul) para a criação de normas de cumprimento da lei.
No plenário, a Câmara acatou o parecer da Comissão de Justiça e Redação pela manutenção do veto relacionado ao Ippul, mas contrário aos outros.
Principal defensor da proposta, Júnior Santos Rosa (PSC) exaltou a importância das zonas gastronômicas como a da Warta para fomentar o comércio nestes locais.
Com forte base eleitoral na zona rural, Gaúcho Tamarrado (PDT) alertou que o distrito do Limoeiro também precisa de lei para incentivar o comércio na região.
Sandra Graça (PP) defendeu não apenas a proposta de zonas gastronômicas como forma de fomentar o turismo rural, mas também a necessidade de envolver o conhecimento acadêmico que existe nas faculdades de Londrina para execução de projetos que fortaleçam essa economia.


