Câmara derruba projeto de Nedson sobre Sercomtel
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quinta-feira, 21 de junho de 2001
Cristiane Oya De Londrina 
Depois de quase cinco horas de discussão, a Câmara de Vereadores de Londrina derrubou ontem o projeto de autoria do Executivo, que desobriga o município de realizar um plebiscito para decidir sobre a venda da Sercomtel Celular.
A matéria foi arquivada por 15 votos contra seis e representa uma grande derrota política do prefeito Nedson Micheleti (PT), que está em Belo Horizonte (MG). Votaram contra o plebiscito os vereadores petistas André Vargas e Márcia Lopes, Leonilso Jaqueta (PMDB), Orlando Bonilha (PDT) Paulo Arildo e Rubens Canizares (ambos do PHS).
A discussão do projeto também provocou uma crise interna no PPS, um dos partidos de sustentação a Nedson o vice-prefeito, Luis Carlos Bracarense, é do PPS. Durante a sessão, o presidente do diretório municipal do PPS, Dalcy Mendes, encaminhou uma carta ao vereador Félix Ribeiro, determinando que votasse conforme a posição do partido: favorável ao governo e pela não realização do plebiscito. Emocionado, Ribeiro leu a carta em plenário e afirmou que iria votar pela manutenção da consulta popular, conforme a sua consciência.
De acordo com os argumentos apresentados por Nedson, a realização do plebiscito poderia inviabilizar a negociação com a Telecom Itália Móbile (TIM) que manifestou interesse pela estatal por falta de tempo. A TIM teria exigido uma sinalização de venda até o final de julho, caso contrário, iniciaria a instalação de equipamentos para exploração da Banda D, licitada em maio.
A bancada de apoio ao prefeito tentou em vão prorrogar a discussão do projeto. Vargas e Márcia apresentaram dois requerimentos para retirada do projeto. Por 11 votos a 10, os pedidos foram rejeitados e o projeto colocado em discussão. Canizares também apresentou um substitutivo ao projeto, mas foi rejeitado.
Na sequência, o secretário de Governo e chefe de gabinete, Jorge Coimbra, apresentou um requerimento para retirada do pedido de urgência do projeto. Mas a estratégia também foi em vão.


