A Câmara de Londrina declarou vago ontem o cargo ocupado pelo vereador João Dib Abussafi (PPS), que foi cassado no último dia 19 pelo Tribubal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) por infidelidade partidária. No início da sessão, o presidente Sidney de Souza (PTB) fez a leitura da comunicação do TRE que dá prazo de dez dias para a convocação do suplente.
Abussafi foi eleito segundo suplente pelo PMDB, mas em 2007 trocou a sigla pelo PPS. Ele assumiu o cargo no início deste ano com a renúncia do ex-vereador Henrique Barros (sem partido) e o afastamento judicial de Osvaldo Bergamin (sem partido). O pedido de cassação do mandato de Abussafi foi protocolado no TRE pelo PMDB.
Nesta sexta-feira, a Câmara vai enviar ofício à Justiça Eleitoral solicitando a relação dos suplentes. O primeiro na lista é o médico Miguel Alves Pereira (PMDB), que já declarou à FOLHA não ter intenção de assumir em razão do pouco tempo de legislatura até 31 de dezembro. Os próximos são Alberto Moura, que trocou o PMDB pelo PT, e João Mendonça (PMDB).
Para evitar a posse de um parlamentar que também pode ser cassado por infidelidade, o presidente da Câmara disse que vai consultar o PMDB. ''Por zelo, vamos pedir que o partido indique o nome da lista que deve assumir. Se der problema, vou consultar o TRE de novo'', afirmou Souza.
O vereador cassado João Abussafi não participou da sessão de ontem na Câmara e não atendeu o telefone celular durante toda a tarde. Com a cassação de seu mandato, a Câmara fica com 17 vereadores até a posse do novo suplente.
Já foram afastados do plenário, desde o início do ano, seis parlamentares: Henrique Barros e Orlando Bonilha, que renunciaram; e Osvaldo Bergamin, Renato Araújo (PP), Flávio Vedoato (PSC) e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), por decisão judicial.

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