A Câmara de Londrina anunciou ontem que vai romper o contrato com a empresa Tolimp Serviços Ltda, que atua de forma terceirizada nas áreas de segurança, copa, recepção e serviços gerais, por atraso no pagamento de salário e de vale alimentação. A terceirizada está com os vencimentos dos 20 funcionários atrasados desde maio, e do vale alimentação, desde abril. A Tolimp recebe R$ 24 mil mensais - ou R$ 288 mil por ano - da Câmara por um contrato assinado em 2005, com validade até agosto de 2009. Em março deste ano, a prefeitura já havia rompido seu contrato com a Tolimp, de R$ 632 mil mensais, referente aos serviços de limpeza de prédios públicos, também por atraso no pagamento de salários.
''É insustentável a manutenção do contrato diante de tudo que está acontecendo'', resumiu ontem a procuradora da Câmara, Michelle Bazo, após prestar explicações do caso ao plenário. Ela acrescentou que a 4 Vara da Justiça do Trabalho já bloqueou o repasse de junho para a Tolimp, a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseios e Conservação (Siemaco), determinando que a Câmara deposite os salários diretamente nas contas dos trabalhadores. Michelle reclamou, porém, que a Justiça estaria atrasando a notificação da Câmara e, com isso, postergando a quitação dos vencimentos.
Nos corredores, os funcionários da Tolimp que conversaram com a FOLHA relataram momentos de dor e privação. De acordo com eles, até mesmo a compra de alimentos está comprometida em decorrência dos atrasos.
No final da tarde, a procuradoria da Câmara obteve o mandado de citação e providenciou o bloqueio dos recursos destinados à Tolimp. O controlador da Câmara, Wagner Vicente Alves, afirmou que os salários devem ser depositados hoje nas contas bancárias dos funcionários.

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