Câmara debate ideologia de gênero nas escolas
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Reportagem Local 
Ideologia de gênero
A Câmara de Vereadores discutiu na noite de ontem uma mudança na Lei Orgânica Municipal que quer proibir atividades pedagógicas que envolvam o conceito de ideologia de gênero nas escolas da rede municipal de ensino. Com galerias lotadas, o debate contou com membros da comunidade LGBTT (gays,
Lésbicas, travestis, transsexuais ou transgêneros), sindicatos de trabalhadores contrários à tramitação e do outro lado grupo de pastores e comunidade católica favoráveis à aprovação da matéria. Uma tenda com telão foi montada do lado de fora do prédio para outras 200 pessoas participarem do debate.
Gênero 2
Assinam o projeto os vereadores Filipe Barros (PSL), Júnior Santos Rosa (PSD), Ailton Nantes (PP), José Roque Neto (PR), Felipe Prochet (PSD) e João Martins (PSL). Na justificativa os autores afirmam que o objetivo é coibir a doutrinação sobre assuntos que são escolhas individuais, devendo as instituições de ensino se aterem aos assuntos didáticos. "A ideologia de gênero é porta aberta para pedofilia e tem como objetivo erotizar nossas crianças", disse Barros, pivô do polêmico debate ao alegar que a escola não é o local correto para abordagem deste assunto.
Gênero 3
Varias entidades se opuseram pedindo arquivamento do projeto alegando que a escola tem que ser um espaço plural para inibir o preconceito e discriminação. "Ser humano é acolher o diferente. Buscamos a construção da sociedade livre e solidária. Esse projeto coloca as pessoas numa gaveta e exclui tantas outras opções. Essa demanda não é da escola, é da sociedade", disse Gleisse Cristine Martins, coordenadora do Fórum Permanente de Educação de Londrina.
Pedágio
Os deputados estaduais aprovaram ontem, em redação final, o projeto de lei 65/2017, que prevê pedágio liberado nas praças do Paraná sempre que a espera dos condutores dos veículos for maior que dez minutos ou se a fila de veículos ultrapassar 300 metros. A proposição, de autoria de Nereu Moura (MDB), passou em votação simbólica, uma vez que já tinha sido aprovada em primeiro, segundo e terceiro turnos. Agora, segue para sanção ou veto da governadora Cida Borghetti (PP).
Argumentos
Na justificativa, o emedebista argumenta que a norma é prevista pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), mas, como só vale nas rodovias federais, dificilmente é colocada em prática. Também cita que a fluidez do trânsito deve ser garantida para que os usuários cheguem aos destinos de acordo com suas programações de tempo, sem congestionamentos decorrentes de gerenciamentos incorretos ou ineficientes.


