A Câmara de Vereadores de Ipiranga (região de Ponta Grossa) cassou ontem por unanimidade e em reunião extraordinária, o mandato do prefeito Roberto Gomes de Lima (PSDB), reeleito para o cargo no pleito deste ano. Ele é acusado de superfaturamento na construção e reforma de pontes. Lima, que até o final da tarde não estava na cidade, não foi notificado oficialmente. Segundo relatório apresentado pela Câmara, cada ponte custou R$ 11 mil, quando o preço real era de R$ 2 mil.
A assessoria jurídica da prefeitura vai recorrer. O advogado Claudimar Barbosa da Silva afirmou que o procedimento adotado pela Câmara contraria o decreto-lei 201/67 e por isso a presidente do Legislativo, Neiva Moletta (PFL), deverá se explicar ao Judiciário. ‘‘O prefeito não foi avisado, como manda o decreto’’, afirmou. Ainda de acordo com o advogado, o processo foi iniciado no final de junho e, no dia da votação, já haviam se passado 92 dias. ‘‘O prazo expirou com 90 dias.’’
O processo foi encaminhado pelo vereador Miguel Ângelo Brum no dia 28 de junho. O relatório final foi apresentado em 17 deste mês. ‘‘A conclusão do relatório contrariou todas as provas. Inclusive, pagamos preços menores do ques os do mercado’’, disse o advogado.
A presidente Neiva Moletta, no entanto, disse que o prefeito foi comunicado. ‘‘Ele foi convidado a participar da sessão e não compareceu por não quis’’, afirmou.

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