O prefeito de Uraí (Região Metropolitana de Londrina), Almir Fernandes de Oliveira (PPS), vai enfrentar duas Comissões Processantes (CPs) aprovadas na noite de anteontem, após denúncias protocoladas na Câmara Municipal no dia 13 de novembro. Ele diz que sofre perseguição e que vai barrar ambas na Justiça.
Por seis votos a três, os parlamentares aprovaram uma CP para apurar suposto desvio de função no pagamento de convênio com a Associação de Proteção a Maternidade e Infância (APMI), que já foi suspenso por determinação judicial. A comissão será composta por Silvânia Miasaki (DEM), Adilson Matta (PR) e Edmar dos Santos (PT).
A outra é relativa ao acúmulo de salários pela secretária da Educação, Rosana Rodrigues da Silva Reghin. Ela recebeu, por cerca de um ano, os subsídios relativos ao cargo comissionado e os salários de professora da rede municipal. Após ação da promotoria, ela devolveu quase R$ 40 mil por valores recebidos a mais. Silvânia e Matta também compõem esta CP, além de Ademir Ambrósio (PSC).
Para o presidente da Câmara, Claudinei Luiz dos Reis, o Sargento Reis (SDD), a CP "é uma oportunidade para que o prefeito possa se defender das acusações". Ele está entre os seis que votaram pela abertura das CPs.
O prefeito afirma estar tranquilo em relação aos procedimentos, que diz já terem sido regularizados pela devolução dos pagamentos a mais e pela suspensão do convênio com a APMI. "Vou barrar, assim como tranquei duas CPs no ano passado", garante.
Segundo ele, as comissões só foram aprovadas porque ele perdeu apoio no Legislativo: da maioria de oito dos nove parlamentares, apenas três permaneceram fieis.
Oliveira deverá ser notificado das investigações ainda nesta semana. As comissões têm 90 dias para a apresentação de relatório final, que podem apontar a responsabilidade de Oliveira e, consequentemente, opinar pela cassação do mandato.

mockup