Câmara de Tamarana vota cassação do vice-prefeito
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segunda-feira, 01 de julho de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
A Câmara de Vereadores de Tamarana (62 quilômetros ao sul de Londrina), vota hoje pela manhã, dois relatórios da Comissão Especial de Investigação (CEI): o primeiro, assinado pelo relator Elias Ferreira de Moraes (PSB), que recomenda a cassação do mandato do vice-prefeito, Plínio Pereira de Araújo Júnior (PTB), e o relatório assinado pelo presidente da CEI, Cidnei Bolotari (PFL) e o membro José Maurício Barroso (PSDB), que pede a continuidade das investigações sobre a denúncias de desvio de dinheiro da prefeitura.
A comissão, instaurada no dia 3 de junho, apurou a denúncia do comerciante e proprietário da Farmácia Tamarana, Wagner Nunes do Nascimento, feita a promotora de Defesa do Patrimônio Público, Solange Viventin. Conforme o comerciante, um empréstimo pessoal do prefeito, no valor de R$ 10 mil, teria sido pago com um cheque de R$ 13,6 mil, como sendo a quitação da dívida do município com a farmácia. Segundo Nascimento, a negociação teria sido feita pelo vice-prefeito, que sugeriu que ele fizesse a denúncia contra o prefeito Paulo Nakaoka (PSDB).
O relatório de Moraes aponta pela cassação de Araújo por ''conduta incompatível com o decoro do cargo, como responsável pela negociação com a Farmácia Tamarana, que culminou na revelação do intento temerário contra o prefeito Paulo Nakaoka''.
No entanto, ontem, três dias após a apresentação do relatório de Moraes, Bolotari e Barroso apresentaram novo relatório, discordando do anterior, que também será apreciado pelo plenário. ''O membro da comissão não concordou com o relator e apresentou um relatório divergente, que aponta que há indícios de desvio de verba pública que precisa ser analisado, mas não aponta ninguém como responsável. Eu votei divergente do relator e assinei o relatório do membro'', afirmou Bolotari. Os dois relatórios deverão ser votados pelos nove vereadores.


