Imagem ilustrativa da imagem Câmara de Rolândia arquiva segunda CP contra Doutor Francisconi
| Foto: Marcos Zanutto

Após mais de três horas de sessão, a Câmara Municipal de Rolândia colocou em votação o pedido para arquivamento da CP (Comissão Processante) contra o prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto, o doutor Francisconi (PSDB), na noite desta terça-feira (8). Por 5 votos favoráveis e 5 contrários, a investigação acabou engavetada. O parecer dos membros da CP foi favorável a barrar a investigação antes mesmo de iniciar as oitivas com testemunhas.

A acusação contra o prefeito havia sido protocolada por Rodrigo da Costa Teodoro, o Rodrigão (Solidariedade), que aponta que o tucano teria autorizado pagamentos indevidos para sua esposa, que é médica concursada e prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada. O argumento é feito com base em denúncia do MP (Ministério Público).

O relator da CP, vereador João Gaúcho (PSC), fez uma leitura de quase duas horas do relatório que desqualificou a denúncia. Segundo ele, não houve dano ao erário porque a esposa do prefeito, Nilza Xavier Francisconi, teria prestado os serviços médicos. Ele também argumentou que arquivamento seria necessário, já que os fatos narrados foram em 2016, o que não poderia ferir o mandato atual do prefeito. A CP ainda sustentou que as testemunhas de acusação não foram qualificadas corretamente.

Os três membros sorteados para compor a CP são os mesmos que foram contrários à abertura da investigação no Legislativo no dia 2 de setembro e fazem parte da base de apoio do prefeito de Rolândia na Casa. Além do relator, compõem o grupo Maria do Carmo Campiolo (PSDB) e Eugenio Serpeloni (PSD). Maria do Carmo é esposa de Dário Campiolo, ex-secretário de Rolândia que chegou a ser afastado pela Operação Patrocínio em 2018.

Esta é a segunda Comissão Processante que Doutor Francisconi enfrentou na Câmara. Em fevereiro deste ano, o prefeito foi absolvido da denúncia de ter direcionado um processo licitatório para favorecer a empresa Somopar no contrato de aluguel de um barracão do antigo IBC (Instituto Brasileiro do Café). À época, seis dentre dez vereadores votaram pela cassação, no entanto, para ter o mandato cassado, eram necessários sete votos.

O vereador Reginaldo Silva (PSC) argumentou em seu voto que os fatos não são anteriores ao mandato passado. "Como a CP pode garantir que os fatos não foram continuados na atual gestão?", indagou ao dizer que achava imaturo o pedido de arquivamento. "Esta Casa sai em descrédito junto aos cidadãos que exigem transparência. A população está antenada no que ocorre nesta cidade."

OS VOTOS

Além dos três membros da CP, votaram a favor do arquivamento os vereadora Edilene Griggio (PSC) e Irineu de Paula (PSDB). .Votaram pela continuidade da investigação: Alex Santana (PSD), Reginaldo Silva, João Ardigo (PSB), Andrezinho da Farmácia (PSC). Por ser autor da denúncia, Rodrigão foi o único declarado impedido de votar. O primeiro suplente, Paulo Sérgio de Jesus, conhecido por Ratolino, votou contra o arquivamento. (Colaborou Rafael Machado)

O OUTRO LADO

Leia a íntegra da nota enviada pela defesa de Luiz Francisconi Neto:

A defesa considera extremamente acertada a decisão dos vereadores, haja vista que a suposta irregularidade por parte do prefeito seria oriunda do mandato anterior.

A única motivação para apresentação da presente representação se deu pelo fato do prefeito não ter cedido à solicitação de vantagens indevidas, realizadas por determinados agentes públicos, conforme fora denunciado mês passado pelo próprio prefeito, denuncia esta que fica agora sob a tutela das autoridades para sua apuração bem como responsabilização na esfera penal.

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