Todos os dez vereadores de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) votaram ontem pela abertura da Comissão Processante (CP) que pode cassar o prefeito Johnny Lehmann (PTB). O pedido foi apresentado à Câmara há 15 dias, por uma eleitora da cidade, mas foi retirado depois de ser considerado "genérico nas acusações". Apresentado novamente, o documento pontuou suposta aplicação irregular de R$ 28 milhões por meio de convênio firmado com a Associação Beneficente São Rafael, que mantém o hospital da cidade.
A denúncia teve como base o relatório final da Comissão Especial (CE) da Saúde, finalizada há cerca de 40 dias. Apurou-se "com a oitiva dos representantes da Associação Beneficente São Rafael e de documentos por ela encaminhados, que era o próprio Município de Rolândia que indicava os nomes das pessoas que deveriam ser contratadas, e que a Associação nem mesmo sabe quem são", diz a denúncia. A denunciante afirma, ainda, que a prefeitura fazia o repasse, mas continuava executando os serviços de saúde, sendo a associação "intermediária, selecionando, contratando, organizando e pagando os profissionais". A CP, com prazo máximo de 90 dias, será composta pelos vereadores José de Paula Martins (PSD), presidente, Alex Santana (Pros) e Waldemar Moraes (PMDB). Lehmann não atendeu as ligações.

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