Câmara de Reserva analisa cassação
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente licenciado da Câmara de Reserva, vereador Flávio Hornung Neto, terá pedido de cassação analisado hoje à noite, quando acontece a primeira sessão da Casa após o recesso parlamentar. O vereador é assassino confesso do presidente do PCdoB da cidade, Nelson Renato Vosniak. O crime completou 30 dias ontem.
A sessão deverá ser acompanhada por líderes políticos da cidade e por parte da população, que levará para a Câmara faixas e cartazes. ''Queremos tocar o coração dos vereadores. Mostrar a eles a dor que estamos sentindo'', disse a viúva de Vosniak, Maria Fabiane Zampieri, responsável pela organização da manifestação.
Fabiane, no entanto, está preocupada com o resultado da sessão. ''Suspeitamos de um dinheiro violento que está sendo usado para que a cassação não seja aprovada.'' Dos nove vereadores da Casa, pelo menos cinco devem estar presentes na sessão para que ocorra a primeira votação sobre o assunto.
O presidente em exercício da Câmara, José Cincinato, estava viajando ontem e não foi encontrado pela Folha para falar sobre uma possível cassação de Hornung. O primeiro secretário da Casa, vereador Wilson Holleben, se negou a dar entrevista sobre o caso.
O inquérito policial sobre o crime foi entregue ontem pelo delegado Wallace de Oliveira Brito ao Fórum da Comarca de Reserva. Os laudos técnicos ainda não ficaram prontos. ''A previsão é de que sejam concluídos na próxima semana'', informou o delegado. Hornung aguarda o julgamento em liberdade, após habeas-corpus concedido pelo desembargador Jesus Sarrão, do Tribunal de Justiça do Paraná.


