Câmara de Ponta Grossa rejeita denúncia
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Câmara de Vereadores de Ponta Grossa rejeitou ontem, por onze votos a três, uma denúncia contra o prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) por não incluir no orçamento da cidade R$ 6,7 milhões em precatórios trabalhistas. O pedido de investigação do prefeito foi protocolado por representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa. ''Nós entendemos que se o prefeito não incluiu os precatórios é porque está desrespeitando uma determinação judicial'', defendeu o presidente do sindicato, Leovanir Martins.
Para a prefeitura, a inclusão dos precatórios trabalhistas depende de acordos firmados com a Justiça Trabalhista, o Ministério Público do Trabalho e o próprio sindicato. ''Aquelas dívidas trabalhistas cujo pagamento já foi acordado estão incluídas no orçamento'', explicou Wosgrau Filho. ''Mas nada impede que o município inclua novos pagamentos no orçamento se houver recursos para tanto'', completou.
A sessão que julgou o pedido começou no início da tarde de ontem, mas teve que ser interrompida porque os representantes do sindicato pediram adiamento da votação. ''Queríamos que fosse apresentado aos vereadores uma explicação técnica do problema'', disse Martins. A mesa executiva da Casa, no entanto, decidiu que não havia justificativa legal para o adiamento. ''A lei estabelece que o pedido tem que ser obrigatoriamente votado na sessão seguinte à apresentação'', explicou o vereador Sebastião Mainardes, presidente da Câmara.
No fim da tarde os vereadores voltaram ao plenário para votar e o pedido foi rejeitado. Apesar da derrota, o sindicato promete encaminhar a denúncia ao Ministério Público.


