Câmara de Nossa Senhora das Graças tem 2 presidentes
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2001
Lucinéia Parra De Maringá 
O Legislativo continua em recesso, mas a Câmara de Vereadores de Nossa Senhora da Graças (85 quilômetros ao norte de Maringá) vive uma situação inusitada. Pela primeira vez na história do município a Câmara tem dois presidentes. O caso já está sendo analisado pela Justiça Eleitoral.
A confusão começou antes mesmo do dia 1º de janeiro. Os nove novos vereadores decidiram marcar a eleição para a presidência no dia 31 de dezembro, às 11h30. Por cinco votos a quatro, eles escolheram o vereador reeleito Pedro Gonçalves França (PMDB). O peemedebista já tinha sido presidente da Câmara no ano passado. Mas o candidato derrotado, Magmaon Souza da Paz (PDT), inconformado com o resultado, realizou uma nova eleição no dia 1º de janeiro, saindo-se vencedor por cinco votos.
De acordo com França, a segunda votação para a presidência da Câmara foi feita apenas com os vereadores da bancada de sustentação do prefeito reeleito José Otávio Schiapatti Rigieri (PSDB). O derrotado não aceitou o resultado da primeira eleição porque na Câmara somos quatro vereadores de oposição ao prefeito e, mesmo assim, tive cinco votos.
A Folha apurou que o quinto voto dado a França no dia 31 de dezembro foi um erro de um vereador ligado ao prefeito.
Souza da Paz entrou com processo pedindo o cancelamento da primeira votação. A juíza substituta de Colorado, Luciana Varela, ainda não deu parecer sobre o caso. França garante que ele é o presidente legítimo da Câmara. Eu sou o presidente. Por isso tenho a posse da chave (do prédio), afirmou.
Um dos argumentos do pedetista para o cancelamento da eleição, conforme França, é de que o presidente da Câmara não poderia ser reeleito. Ele (Souza da Paz) se esqueceu de uma lei de autoria dele mesmo aprovada em 1998 que autoriza a reeleição para o cargo de presidente do Legislativo, disse o peemedebista. A Folha não conseguiu localizar Souza da Paz ontem.
A esperança de alguns vereadores é de que o impasse seja resolvido antes do início dos trabalhos no Legislativo, no próximo mês. O temor de vários deles é não saber a quem se dirigir como presidente quando as sessões começarem a Souza da Paz ou a França.


