A Câmara de Vereadores de Maringá deve levar a votação hoje, em segundo turno, mais um projeto de lei que versa sobre o tema dominante na Casa em 2009: a redução de cargos comissionados - atualmente são 154 para 15 vereadores. A Câmara já aprovou uma proposta este ano que previa extinção de 18 comissionados, mas, sob pressão da sociedade civil, que cobrava uma redução ainda maior, ele não foi sancionado pelo Executivo. O novo projeto prevê a redução de 49 comissionados, mas aumenta a verba de gabinete de R$ 7.200 para R$ 11.700. Segundo vereadores de oposição, a mudança pode surtir pouco efeito no que toca ao número de funcionários de indicação política.
''Isso aí não resolve nada. Com a verba extra, os gabinetes podem contratar mais funcionários e ficar tudo na mesma'', afirmou Humberto Henrique (PT). O petista, junto com mais quatro colegas, chegaram a apresentar um projeto que previa a extinção de 68 comissionados, mas ele foi rejeitado pelo plenário. Este projeto poderia levar a uma economia de até R$ 4 milhões por ano. Já a proposta que será votada hoje, de autoria da mesa executiva, apresenta divergência quanto aos valores economizados.
O presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PMDB), defendeu a aprovação do novo projeto sob a justificativa de que é ''a primeira vez que há redução de comissionados''. ''Até hoje era só aumento.'' De acordo com Hossokawa, a proposta vai reduzir as despesas em R$ 1,7 milhão. Ele afirmou ainda que a proposta de extinção de 68 comissionados iria ''inviabilizar'' os trabalhos da Câmara.

Reação
Um grupo de 41 entidades representativas da sociedade civil reúne-se hoje, 8 horas, para tirar um posicionamento conjunto sobre a proposta.

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