Ao invés de reduzir cargos comissionados, conforme recomendou o Ministério Público (MP) estadual, a Câmara de Maringá vai pedir mais prazo - de 30 dias, segundo o procurador jurídico Raphael Luque - para tentar adequar o Legislativo ao princípio da proporcionalidade entre cargos de confiança e servidores de carreira. Hoje são 60 concursados contra 104 comissionados. O MP quer, pelo menos, número igual.
O prazo para fazer os cortes terminaria hoje, mas até agora ''a Casa está exatamente da mesma forma'', segundo Luque. ''Queremos mais 30 dias no máximo para apresentarmos uma proposta.'' O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas (MPjTC) fez o mesmo pedido. ''Com eles, estamos mantendo o diálogo. A proposta é fazer uma reforma gradativa durante um ano e dois meses.'' Segundo o procurador, é necessário mais tempo porque os cortes são profundos.
Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, a presidência tem tentado manter os cargos porque os funcionários executam funções necessárias ao trabalho dos vereadores. Outro pedido do MP e do MPjTC é que não haja desvio de função dos comissionados, que somente podem exercer funções de assessoria, chefia e direção.

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