Câmara de Maringá instala CPI para investigar Sanepar
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quinta-feira, 28 de março de 2002
Lucinéia Parra Equipe da Folha 
A Câmara de Vereadores de Maringá instalou na última quarta-feira, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a exploração dos serviços públicos dos sistemas de abastecimento de água e de esgoto pela Sanepar. Cinco vereadores formam a CPI que tem prazo de 90 dias para concluir os trabalhos. O objetivo, conforme o vereador João Batista Beltrame (PV) é levantar quanto a estatal arrecada anualmente e quais as obras que a empresa realiza em Maringá. A CPI foi motivada porque a Sanepar aumentou o valor das tarifas dos usuários.
O reajuste ocorreu depois que a Prefeitura de Maringá obrigou a Sanepar a pagar o Imposto sobre Serviços (ISS). Até o ano passado a estatal não efetuava o pagamento do tributo ao município. Além de passar a recolher o imposto, a Sanepar também foi obrigada a pagar uma dívida de R$ 4 milhões com a prefeitura, referente ao pagamento do ISS acumulado desde 1980, ano que a estatal iniciou a exploração dos serviços em Maringá.
De acordo com João Batista Beltrame, há indícios de que os serviços realizados pela Sanepar em Maringá não são condizentes com a arrecadação. Ele afirma ainda que a CPI pretende descobrir se a estatal realiza obras em outros municípios com recursos levantados em Maringá. O que a Sanepar cobra dos usuários de Maringá é muito caro para as obras que ela realiza, disse.
Outro questionamento da CPI é quanto à cobrança de tarifas de consumo de água e de esgoto em um único bloqueto. Segundo Beltrame, já que a empresa cobra duas tarifas para serviços diferentes, também deveria emitir dois bloquetos especificando o valor de cada serviço.


