Câmara de Londrina vai lançar pacotão de economia
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quarta-feira, 03 de junho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Londrina deve publicar, até a semana que vem, portaria que reduz em 20% os gastos com manutenção do prédio e em 30% as despesas com telefone e fotocópias. A proposta, que vinha sendo desenhada desde a gestão interina de Jairo Tamura (PSB) à frente da Presidência, tem origem em ato normativo da própria Mesa e que fixou um contingencionamento de 10% nas despesas do Legislativo. Segundo o diretor da Câmara, Rubens Menoli, a expectativa é que a medida gere uma economia anual de cerca de R$ 400 mil.
De acordo com o diretor, que comandou a Secretaria Municipal de Fazenda no primeiro mandato do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), entre as ações já executadas está a implementação de um teto mensal de 15 horas extras por funcionário efetivo. Ao todo, são 43 deles na Casa, além dos 102 comissionados, lotados, a grande maioria (83), nos gabinetes dos parlamentares. Os 24 restantes, todos sob nomeação da Presidência, estão em postos administrativos (quatro: diretor, controlador, procurador e diretor legislativo) e de assessoramento na Casa (15 profissionais). Em relação aos assessores parlamentares, por sinal, apenas sete vereadores trabalham com número inferior a cinco, teto por gabinete.
Só com telefonemas, por exemplo, são gastos por mês cerca de R$ 18 mil; como temos um sistema informatizado na Casa, será possível saber, por meio dos primeiros levantamentos, quanto se é dispendido para interurbano, telefone fixo e móvel, para, então, fazer um controle disso, afirmou Menoli. Já sobre as fotocópias, disse que, como o volume mensal é grande, vamos racionalizar: pode ser feito um sistema digital da pauta para os vereadores, para que ela seja visualizada por eles em notebooks. Se serão adquiridos os computadores portáteis? Essa tem que ser uma decisão da Mesa; por ora, não passam de possibilidades, resumiu.
A maior parte do orçamento da Câmara de Londrina, este ano estimado em R$ 16,8 milhões ou 5% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Município , é destinada ao pagamento de pessoal: R$ 11,806 milhões. O restante fica para manutenção e investimentos. Se a portaria vai prever também redução de gastos com pessoal? Essa é uma avaliação que não compete a mim, declinou o diretor.


