A Câmara de Vereadores deve iniciar na próxima semana a votação de projetos polêmicos em sessões extraordinárias. Segundo o presidente da Mesa Diretiva, Orlando Bonilha (PL), uma série de projetos encaminhados pelo Executivo quinta-feira penúltima sessão ordinária do ano , e matérias colocadas na pauta de votações pelos vereadores, forçaram a convocação de sessões extras.
''Já solicitei para que a assessoria faça o edital de convocação de quantas sessões forem necessárias. Na penúltima sessão recebemos quatro projetos do Executivo que têm que ir para admissibilidade para depois ir para as comissões. Não tem como fazer isso senão com sessões extraordinárias. Temos ainda vários outros projetos que os vereadores estão puxando para votação'', justificou Bonilha.
Segundo o líder do Executivo na Câmara, Nelson Cardoso (PT), alguns dos projetos do Executivo que estão sendo encaminhados para apreciação dos vereadores, são os que propõem a criação do Código Municipal de Posturas do Meio Ambiente; alterações no Conselho Municipal da Criança e Adolescente; e o projeto que aumenta o número de cargos comissionados na administração municipal. ''Oficialmente não tratei desse assunto mas existe um estudo das secretarias de Gestão e Governo e vai ser protocolado este projeto'', disse Cardoso. Ao todo, o Executivo deverá encaminhar neste final de legislatura, doze projetos.
Também deverão voltar à pauta de discussões, o projeto que destina parte dos recursos do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) para as polícias Civil, Militar e Científica, e o que transfere para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o gerenciamento e execução dos serviços de água e esgoto na cidade. ''Para nós são importantíssimos (os projetos) e vamos trabalhar para que sejam votados nesta legislatura'', afirmou Cardoso.
De acordo com Bonilha, deverão ser convocadas de seis a oito sessões extraordinárias. Bonilha salientou que a Câmara de Londrina não paga jetom aos vereadores pelas sessões extras. ''Não tem nenhum custo. Não recebemos nenhum centavo por sessões extraordinárias. Temos a responsabilidade limpar a pauta.''
O prefeito Nedson Micheleti (PT) explicou que o projeto que aumenta o número de cargos comissionados se deve a uma ''revisão geral do quadro''. ''Estamos aumentando o número de cargos comissionados com salários mais baixos e reduzindo os mais altos para que, ao compor minha equipe, já seja com a estrutura adequada. Depois que se faz as nomeações, para mexer na composição de cargos fica mais difícil. Além disso, vamos criar o cargo de ouvidor'', justificou o prefeito.
O ouvidor não terá status de secretário mas será nível CC-1. Atualmente, são 44 funcionários em cargos comissionados na prefeitura, mais os secretários. Nedson não soube dizer quais seriam as alterações propostas no projeto.

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