Câmara de Londrina registra aumento de gastos com viagens
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domingo, 09 de junho de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Nos primeiros quatro meses deste ano, os vereadores de Londrina gastaram com as viagens, em média, 50% a mais do que no mesmo período do ano passado. Conforme levantamento feito pela reportagem a partir das publicações no portal da Câmara Municipal, no primeiro quadrimestre de 2012 foram feitas 11 viagens enquanto que no início da atual legislatura os parlamentares estiveram representando a Casa em 13 eventos e reuniões fora da cidade (veja quadro). O custo total subiu mais de R$ 7 mil.
O destino principal dos parlamentares no período foi a cidade de Curitiba. Sobre a elevação no custo médio das viagens, o presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), considerou normal. "Os preços não são os mesmos que há um ano. Tem que ser analisado detalhadamente, cada viagem tem um percurso, um tempo de estadia."
Os parlamentares que mais estiveram fora da Casa foram o próprio Rony Alves (PTB) e Mario Takahashi (PV), com quatro saídas cada um. Rony esteve em solenidades no Tribunal de Contas (TC) do Paraná, participou de reuniões na Secretaria de Estado da Educação e também esteve na posse do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR), eventos realizados em Curitiba. Ele também participou de encontro da Frente Parlamentar da Educação, em Brasília.
Procurado pela FOLHA, o presidente afirmou que as viagens são fundamentais para a atividade parlamentar e que todas as agendas externas custeadas pela Câmara são "criteriosamente" fiscalizadas. "O vereador perde muito quando fica restrito apenas às atividades aqui na Casa. A cada viagem, é possível ampliar os conhecimentos, verificar experiências novas, enriquecer o trabalho parlamentar."
Rony afirmou que os pedidos para viagens passam necessariamente pela avaliação da Mesa Executiva. "Já tivemos solicitações de viagens negadas." Ele disse que o reembolso financeiro das viagens é feito mediante avaliação dos documentos que devem passar pelo crivo da Controladoria. "A Controladoria é extremamente rigorosa nesta avaliação. Não adianta apresentar notas rasuradas, outras despesas que não sejam com alimentação ou que não tenham ligação com o contexto daquela viagem." Os vereadores viajantes também devem entregar ao controlador um relatório do que foi feito, pois no plenário isso não é obrigatório. A assessoria de imprensa informou que servidores, efetivos e comissionados também podem receber autorização para viajar.
Takahashi, o outro parlamentar que mais cumpriu agendas externas, esteve duas vezes em Curitiba, no Consulado Geral do Japão, além de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), participando de encontros, respectivamente, na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com o vice-ministro de Negócios Estrangeiros do Japão.
Mas a viagem mais cara foi feita pelo vereador Gaúcho Tamarrado (PDT), que esteve em Curitiba no dia 22 de fevereiro para uma reunião no Departamento de Estradas de Rodagens (DER), pleiteando melhorias para as estradas rurais de Londrina. Embora tenha voltado no mesmo dia, o custo chegou a R$ 2,3 mil.
Quanto ao valor, ele justificou que esteve com mais dois parlamentares Emanoel Gomes (PRB) e Gustavo Richa (PHS) e que, por motivo de agenda, o grupo foi de avião. "Foi produtiva a viagem. Tivemos uma reunião com o secretário José Richa Filho (de Infraestrutura e Logística) para tentar trazer para a cidade uma patrulha mecanizada para ser usada na área rural", disse o vereador. Quanto à patrulha, ele informou que ainda não houve resposta por parte do Estado. (Colaborou Paula Barbosa Ocanha/Reportagem Local)



