Câmara de Londrina reduz recesso para 55 dias
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quinta-feira, 25 de maio de 2006
Fábio Cavazotti<br> Reportagem Local 
®MDNM¯ O período de recesso parlamentar na Câmara Municipal de Londrina foi reduzido de 90 para 55 dias. Com isso, os vereadores irão realizar entre 10 a 12 sessões ordinárias a mais por ano. Três substitutivos que tentavam limitar o recesso para 30, 40 ou 45 dias, foram rejeitados pela casa. Com as mudanças, que valem a partir deste ano, o período de descanso será de 20 a 31 de julho, e de 20 de dezembro a 31 de janeiro.
O vereador Tercílio Turini (PPS), autor do projeto, disse que sugeriu 55 dias para igualar o recesso do legislativo municipal ao do Congresso Nacional. De acordo com ele, a medida não terá impacto financeiro, mas ajudará a reduzir o número de sessões extraordiárias.
Questionado se o aumento das sessões ordinárias pode acabar com a votação de projetos importantes ''a toque de caixa'', como acontece em quase todos os finais de ano, Turini afirmou que este é um problema originado no Executivo. ''Já temos lei que estabelece prazo de 90 dias para discussão de matérias orçamentárias ou que exige 2/3 dos votos dos vereadores para admissibilidade da discussão. Temos que colocá-las em vigor.''
Tercílio Turini disse ainda que tomou a iniciativa de apresentar o projeto de lei após o desgaste sofrido no início do ano pelo Congresso Nacional que gastou cerca de R$ 100 milhões durante a convocação extraodinária. ''A diferença é que aqui nunca tivemos jeton nem o pagamento extra de dois salários.''
O presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), afirmou que o recesso de 55 dias não significa que os vereadores estarão de férias durante todo o período. ''O recesso é apenas para as sessões ordinárias, mas todos os outros serviços da Câmara permanecem em funcionamento''. Para Bonilha, a medida não irá ajudar a melhorar a imagem dos vereadores entre os eleitores. ''Não afeta em nada, cada um constrói sua própria sombra'', disse.
O vereador Roberto Fu (PDT), autor da emenda que limitava o recesso a 30 dias, foi o único a votar contra a redução para 55 dias. ''Era favorável à minha proposta. Do jeito que passou não adianta nada''.
Já o vereador Henrique Barros (PMDB), que não estava no plenário quando sua própria emenda foi a votação, disse que foi ''traído por seis vereadores''.''Não quero nominá-los, mas eles não cumpriram o compromisso de me apoiar. Saí do plenário em protesto'', disse. O vereador manifestou sua ''solitária'' reclamação passeando pelos corredores da Câmara.


